Eu acho que sou uma chata por ficar reverenciando coisas do passado que caíram em desuso, trocadas por artifícios modernos - nos quais, inclusive, sou viciada (como a internet). É uma dicotomia doida dentro de mim, que não quero tentar explicar nem entender. É um tesão pensar num som, achar o vídeo e a letra na hora, sem drama. Mas o que dizer de uma busca desesperada por uma música que só toca na rádio e que você quer escrever a letra?
Foi assim em mil novecentos e bolinha, com "Gritos na Multidão", do Ira!, que eu amava. Eu tava numa dificuldade louca de pegar ela inteira. Um dia, acordei, e do lado do meu micro system preto da Aiwa (mesma marca do meu walkman), tinha um papelzinho com uma parte da letra escrita. Que o Luiz tinha ouvido e, sabendo do meu desejo, anotado pra mim.
A modernidade também tem suas fofurices e, com certeza, o tempo vai trazer elas à tona.











